Recentemente recebi um e-mail com uma matéria muito interessante envida por uma amiga que sempre se dá o trabalho de encontrar coisas legais sobre fotografia e compartilhar comigo (obrigado!).

Vamos à aula de história primeiro:

Você já ouviu, alguma vez na vida, alguém dizer: “Nossa, você é a cara de uma pessoa que eu conheço. Vocês são parentes?”. Nem sempre acreditamos muito nesse papinho, mas depois de ver as fotos abaixo é melhor começar a acreditar. E porque não ir atrás para registrar a semelhança.

Doppelgänger é um monstro ou ser fantástico que tem o dom de representar uma cópia idêntica de uma pessoa que ele escolhe ou que passa a acompanhar. Ele imita em tudo a pessoa copiada, até mesmo as suas características internas mais profundas. O nome Doppelgänger se originou da fusão das palavras alemãs doppel (significa duplo, réplica ou duplicata) e gänger (andante, ambulante ou aquele que vaga).

Segundo lendas germânicas, a capacidade de se transformar em um “clone perfeito” pode chegar, inclusive, às características emocionais (vergonha, não-aceitação social). Acredita-se que o doppelgänger representa o lado negativo, que tenta estimular a pessoa a fazer coisas erradas, influenciando a pessoa a fazer aquilo que normalmente ela não faria.

Dentre as teorias existentes, está a de que esta criatura seria um “conselheiro invisível”, que só poderia ser visto pelo indivíduo que o tem. De acordo com a lenda, o doppelgänger é uma criatura que anuncia maus agoros, já que “a pessoa vê sua alma se projetando para fora do corpo, para embarcar ao plano astral”. Em determinadas circunstâncias, se esta criatura é avistada por parentes e/ou amigos significa que a pessoa terá “má sorte e problemas emocionais”.

Muitos eventos estranhos e inexplicáveis envolvendo pessoas comuns e públicas são atribuídos a essas criaturas. É o caso do fato que antecedeu a morte de Abrahan Lincoln. Segundo informações, um dia antes do assassinato de Lincoln, um doppelgänger apareceu nos sonhos de sua esposa. (isso é bizarro não?)

Um caso também conhecido envolvendo estas criaturas é o da professora Emilie Sagée, de 32 anos, que afirmou estar vendo doppelgänger com certa frequência, até que certo dia durante uma aula, a criatura foi avistada na janela pela professora e por seus alunos. Após este episódio a professora foi demitida.

Referências a essas criaturas, consideradas “clones perfeitos” dos indivíduos, foram vistas em algumas séries, como: The Vampire Diaries, Stargate SG-1 e Stargate Atlantis e How I Met Your Mother, dentre outras.

A ciência tem explicado este tipo de fenômeno como “um mau funcionamento da junção temporo-parietal, uma região do cérebro responsável pela integração de sensações táteis, visuais e de posicionamento do corpo, que constantemente chega ao cérebro montando a forma pela qual se entende no mundo e o posicionamento de seu corpo ao que está ao seu redor”. (Se alguém entendeu isso, explique-me por favor)

Bom, o que isso tem a ver com fotografia? Todas as pessoas registradas nas fotos abaixo não têm nenhum laço de sangue, mas parecem gêmeos separados no nascimento. Eles foram encontrados em países diferentes pelo fotógrafo François Brunelle, que mora em Quebec – Canadá, e estuda o rosto humano desde 1968, quando tinha 18 anos e começou sua carreira na fotografia.

Sinceramente eu não faço ideia de como ele conseguiu encontrar essas pessoas, olhem as probabilidades: as distâncias, as dificuldades de se encontrar uma pessoa igual a você em meio aos 7 bilhões de humanos! (dados de out/2011). Tá certo que, se você for brasileiro, pode-se excluir o povo asiático (4 bilhões de chineses, japoneses, coreanos, tailandeses, indianos e etc) afinal não acho que você acharia seu Doppelgänger de olhos puxados! (risos), mas ainda assim seriam 3 bilhões!

O resultado é essa série intitulada I’m not a look-alike! (Eu não sou um sósia, em tradução livre) que apresenta vários norte-americanos e europeus que apesar de não serem da mesma família, bem que poderiam ser. O fotógrafo disse certa vez: “Comecei meu projeto com pessoas que eu conhecia e que eram muito parecidas, aí conforme as pessoas iam sabendo se ofereceram para participar”, para o Mail Online. O projeto só termina no próximo ano e ele convida quem quiser a participar.

E aí, alguém se interessa? As informações estão na página do fotógrafo na internet AQUI.

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(Fontes: Wikipédia.com.br, Revistaglamour.globo.com, Petapixel.com)

 

 

  • Bia

    Profundo isso, hein? Esse tal efeito teria algo a ver com deja vu, que também tem relação com uma “falha” do cérebro? Bem, eu seria uma modelo muito fácil de se fotografar, porque perdi as contas de quantas vezes ouvi alguém dizer “Nossa, você se parece muito com a fulana de tal que conheço não sei de onde.” Você mesmo já viu meu doppelsjukashukrutes no metrô!

  • GENTE! Sensacional! Eu tive uma doppelganger na escola… éramos bem parecidas, juro! Mas agora perdi contato… uma pena.

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