FUJI COMPRA NIKON

Ok… eu sei que essa notícia da “Fuji compra a Nikon” não é uma novidade super recente, mas a notícia chocou o mundo da fotografia, principalmente pelo sensacionalismo exagerado sobre o que de fato aconteceu.

A manchete que circulou é que a Fuji comprou a Nikon, porém vamos entender o que de fato aconteceu. Primeiramente o fato: a Nikon está ruim das pernas. Estão amargando prejuízo atrás de prejuízo, os dados mais recentes informam que o valor está na casa dos 485 milhões de dólares (aí dá para entender o porquê das câmeras serem cada vez mais caras).

Claro que com um prejuízo desses algumas ações foram necessárias para conter os dados como cancelar uma linha inteira de câmeras, reestruturação da empresa e demissões. Coisas normais dentro de uma empresa capitalista.

Fuji compra

Aí a coisa começou a ficar estranha quando o governo japonês começou a incentivar outras empresas japonesas a ajudarem a Nikon através da compra de ações da dela. A questão é que a principal indicada entre as empresas foi a Fujifilm.

O governo japonês dá valor para suas empresas e agiu de forma protecionista – diferente de um outro país que até pouco tempo atrás estava vendendo reservas naturais – contra empresas chinesas coreanas ou taiwanesas que poderiam tentar comprar ações da Nikon e levar parte da centenária empresa nipônica.

O problema disso tudo é que a origem da notícia vem de um site de credibilidade duvidosa, há pouca informação disponível sobre tudo isso e não existe nenhuma nota oficial de toda essa trama.

É óbvio que a internet não liga para fontes nem se a notícia é verídica ou não, por isso foi como se uma bomba tivesse caído no mundo da fotografia.

Concordo que faz todo o sentido uma empresa sólida como a Fuji comprar ações da Nikon para ajudá-la a se manter e proteger o patrimônio japonês, contudo não existe nada que comprove que isso está acontecendo de fato.

As duas empresas já foram parceiras no passado com modelos de câmeras da Fuji baseados em modelos da Nikon – inclusive com encaixe das lentes idêntico, por isso essa “parceria” não seria algo tão estranho.

Por hora temos que aguardar mais informações, mas nunca acredite 100% no que lê na internet.

NIKON D850 – O MONSTRO

Enfim o monstro saiu da jaula.

A Nikon D850 gerou uma grande onda de emoções entre os fotógrafos após seu anúncio.

Embora boa parte das informações sobre a nova câmera já fossem de conhecimento do público por causa de vários vazamentos a maioria dos fotógrafos ficou impressionado com a declaração da Nikon quando afirmou que a D850 tem a mesma qualidade de imagem com dobro do ISO da D810.

Segundo o Imaging Resource:

“A Nikon nos disse que o D850 deveria produzir a mesma qualidade de imagem (JPEG e RAW) com o dobro do ISO da D810, uma melhoria completa”

“Ou seja, a D850 usando ISO ‘nativo’ de 25.600 deve fornecer a mesma qualidade de imagem que a D810 fez em ISO 12.800. Se é verdade, essa é uma melhoria bastante significativa “.

“A Nikon diz que a faixa dinâmica será tão boa ou melhor que a D810, apesar da maior contagem de pixels”.

O bacana dessa linha de câmeras da qual a D850 pertence é que elas são as mais próximas da linha top da Nikon, ou seja, elas possuem boa construção e outras características das tops, mas sem exigir que venda seus dois rins (um só é suficiente).

Ela possui sensor full frame CMOS retro-iluminado com absurdos 46 megapixels, processador EXPEED 5, ISO de 64-25600 (expansível até 32-102400), faz 7 frames por segundo e com buffer que pode armazenar 51 fotos em RAW (sem perdas de 14 bits) ou 170 disparos (em 12 bits sem perdas).

Sistema de foco Multi-Cam de 153 pontos que usa 99 sensores de tipo cruzado, sem filtro low pass, vídeos em 4K em 16:9, câmera lenta (120 frames por segundo) e timelapse em 4K. Saída HDMI sem compressão, microfone estéreo embutido, entrada de microfone, saída de fone de ouvido e o modo de zebras.

Novidades interessantes: botões da câmera iluminados, monitor LCD de 3,2 polegada articulado touchscreen, obturador híbrido (disparo de forma eletrônica, e sem ruído algum, no modo live view, fazendo 6 fotos por segundo), duas entradas de cartão de memória (XQD e SD), conexões Wi-Fi e Bluetooth.

Um verdadeiro monstro da fotografia que custa US$ 3.300,00 apenas o corpo – como eu disse você precisa vender apenas um rim para conseguir uma câmera dessas e não os dois. Alguém precisa pagar o prejuízo de 485 milhões da empresa.

CANON EOS M100 – A ESTRANHA

E a estranha saiu da jaula.

É fato que quase ninguém mais liga para câmeras compactas. Talvez as mirrorless e as compactas avançadas ainda chamem alguma atenção, por isso vemos fabricantes fazendo de tudo para atrair a atenção de seus clientes para este segmento.

A Canon lançou a M100, uma mirrorless pequenina. Ela possui um sensor APS-C de 24 megapixels, processador DIGIC 7, ISO máximo em 25.600 e capacidade de fazer 6 fotos por segundo e vídeos em Full HD a 60 frames por segundo.

Ela tem monitor articulado sensível ao toque com foco Dual Pixel CMOS AF onde você pode escolher o local do foco na imagem tocando na tela LCD. Ela pode converter o RAW em JPEG direto na câmera e se conecta via Wi-Fi, NFC e Bluetooth.

E qual o motivo dela ser estranha? Leia o texto de lançamento oficial da câmera:

“A nova oferta da série EOS da Canon ajuda a expandir a criatividade, proporcionando a capacidade de capturar fotos que simplesmente não podem ser acompanhadas pela fotografia de smartphones”

Smartphones?

Isso mesmo. A Canon criou uma câmera para brigar com as câmeras dos smartphones! O apelo da fabricante é para você jogar fora seu smartphone e comprar uma mirrorless Canon como se os dois equipamentos estivessem competindo no mesmo segmento.

A Canon colocou vários filtros artísticos, alguns modos pré-programados que desfocam o fundo, por exemplo, e um modo para te deixar bello nas selfies. Qualquer semelhança não é mera coincidência. Inclusive a operação da câmera é bem semelhante a um smartphone.

Sinceramente eu não entendo o motivo de lançar uma CÂMERA para rivalizar com um SMARTPHONE, são equipamentos distintos e para públicos diferentes. 

Ah… tem a parte boa: o preço.

A Canon EOS M100 estará disponível nas cores branca ou preta a partir de outubro de 2017 por US$ 600 equipada com a lente STM 15-45mm f/3.5-6.3 IS, mas você pode pagar US$ 950 pela câmera com o kit que incluiu a lente EF-M 55-200mm f/4.5-6.3 IS STM e a lente STM 15-45mm f/3.5-6.3 IS.

Algumas fotos oficiais da EOS M100 feitas pelo fotógrafo Ikuko Tsurumaki:

Fonte: Cnet MeioBitPetaPixel

  • Bia

    Eu comentei no post errado.

    • J. R. Caldas

      Então comente o certo, oras. Obrigado pela visita.

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