Ok,vamos coisar mais uma coisa neste coisa. Selecionei quatro coisas para coisarmos hoje do meu álbum “Coisas”; são coisas simples e que estão ao nosso redor, basta um olhar coisado para que você veja as coisas de um ângulo diferente.

A primeira coisa que quero coisar é motivo de muitas coisas, mas vamos lá.

(Risos). Não estranhem. Esta foi um brincadeira baseada nos “Os Coisos”, personagens da “Ilha Rá Tim Bum“, programa infantil da Tv Cultura, que substituíam tudo pela palavra coisa. Quando não estava assistindo Ilha Rá Tim Bum, estava vendo Castelo Rá Tim Bum. Saudosa infância.

Bem, como estava dizendo, a primeira fotografia que gostaria de comentar é esta:

Telha

La Gotita

Há quem diga que o objeto em questão não é uma telha (como comentei que disseram, no post anterior), mas, desafiando todas as probabilidades, eu afirmo: sim, isso é uma telha e uma telha recentemente instalada.

O dia era frio e chuvoso, dois motivos claros para não sair da cama ou, quando muito, do sofá. Abri minha janela e fechei a cara com a saudação do dia: uma lufada de garoa na minha cara amassada que parecia a de um bulldog.

Entretando algo chamou minha atenção. Troquei de roupa, equipei a câmera, não tomei café, arranjei uma escada (que quase me derrubou de tão velha) e fui para baixo da telha, não sem antes molhar as costas com aquela maravilhosa água fria.

Subi perigosamente até o último degrau e tive que fazer uns 20 cliques para conseguir um registro do momento exato da formação de uma gota prestes a cair. Contudo, a graça da foto não é necessariamente a precipitação da gota, mas a composição em si. Perceba o contraste de cores entre o céu cinzento e nebuloso com a cor amarelada da telha, note ainda que a referida telha ocupa metade da fotografia, ou seja, a foto fica 50%  amarela e 50% cinza. A cereja do bolo, ou melhor, da foto, fica por conta da gotícula quase caindo. E acredite, mesmo em meio a espirros compulsivos, eu pensei em todos esses detalhes (lembre-se: foram 19 cliques antes de acertar 1).

Certo dia acordei como um zumbi (só para variar) e fui tomar meu café de praxe. Ao abrir o microondas percebi que a luz matutina passava através da janela da cozinha e se projetava no balcão da pia. O engraçado é que ao colocar um copo azul no faixo, a luz refratada gerou um efeito bem legal.

Luz

Uma Manhã

Olhei para os lados e verifiquei se minha mãe não estava nas proximidades, visto que ela pode se tornar potencialmente letal quando algo das coisas dela está fora do lugar ou sujo. Após certificar-me que minha vida não corria perigo, juntei os quatro copos da foto de forma que formassem um quadrado e o raio de luz passasse por entre eles. Acho que o efeito criou uma fotografia bacana. Obs: Ao ouvir passos no corredor, mais do que corri para guardar os copos. Não precisava: era o outro zumbi que habita minha casa: meu irmão mais novo.

Outro efeito de luz interessante que registrei foi quando visitei o Aquário de São Paulo. Em uma das partes da visita havia um tanque enorme cheio de água e com um tubarão branco (albino) sofrendo bullying de outros dois tubarões pretos. Bem no meio do aquário estava uma formação rochosa muito esquisita e mal formada, contudo, mesmo algo feio pode se tornar belo quando a fotografia entra em ação. Basta olhar revistas de moda com aquelas “beldades” que sem photoshop e uma boa iluminação de estúdio não são mais do que mulheres de meia idade (se quiser mando o e-mail com fotos comparativas do Sem e Com Photoshop).

Objeto Estranho

Fundo do Mar

Veja a foto de novo: fundo escuro, rocha centralizada (e isso fere a “regra” dos terços e dos pontos de ouro, mas não tira a beleza da fotografia) e o mais legal que é a iluminação sobre o objeto. Um ar misterioso não? Eu acho que parece uma foto feita no fundo do mar.

E a última foto que quero comentar é uma que também não parecer ser o que é, e aposto que você não sabe.

Trata-se de costelas de uma réplica de um dinossauro, mas vista do modo como fiz a foto, parece outra coisa, não é mesmo? Já me disseram que a fotografia é apenas um auto-retrato que fiz de minhas próprias costelas….. primeiro, silêncio; segundo, ignoro o indivíduo que falou isso; depois, como ele continua me zuando, agrido-o até que perca a consciência.

Enfim, a composição foi feita com um laranja que destaca no fundo preto e a aproximação do objeto tira o referencial dele deixando a dúvida do que poderia ser.

Abstrato

Costela de Dino

Coisando esse coisa, gostaria apenas de coisar que no próximo coiso teremos algumas coisadas. Espero que tenha gostado de ler esse coisa, embora ele seja extenso.

Aguarde o próximo coiso.

  • Gabriel Caldas

    Gostei muito do efeito da luz sobre os copos, parecem que estão em chamas. Muito legal o Efeito !!

    • J. R. Caldas

      Finalmente você leu alguma coisa que escrevi….. será que é preciso fazer sempre um comentário sobre você para que leia meu blog?

  • Bia

    Primeiro, ilha ra tim bum foi produzida quando nao eramos mais criancas (lembre-se que vc eh apenas 22 dias mais novo do que eu). Eu nunca assisti! Mas a referencia foi boa.
    Segundo, ri muito com esse post. Gostei da comparacao das costelas do dino com as suas! hehe…

    • J. R. Caldas

      O programa foi ar entre 2001 e 2004, ou seja, eu tinha 14 anos. Praticamente um bebê. Obrigado pela visita.

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