E o Newborn Conference está se aproximando, portanto é natural que tenhamos mais notícias sobre esse evento tão importante para os fotógrafos de filhotes de humanos.

A fotografia newborn é a galinha dos ovos de ouro da vez, por isso se pretende ganhar dinheiro com fotografia, quer estudar mais e aprender com os mestres e se especializar nessa área, então você não pode perder essa entrevista com Danilo Russo, fundador do congresso.

A Assessoria de Imprensa do Instituto Internacional de Fotografia liberou para nós a entrevista inédita com Danilo Russo sobre o conceito do Newborn Conference que você confere aqui em primeira mão.

O Newborn Conference está programado para acontecer nos dias 19,20 e 21 de Abril (e até já sorteamos um ingresso na faixa para assistir as palestras via online), contudo poucas pessoas sabem como é o processo envolvido para a concretização do conceito envolvido no congresso. A história, os critérios utilizados para a escolha dos palestrantes, os temas escolhidos para serem abordados, o cuidado com os recém-nascidos dentro e fora do palco, as equipes que dão suporte, os parceiros e uma grande novidade, o Newborn Conference Europe.

Entrevista sobre o Newborn Conference com Danilo Russo

Muita gente que conhece o Newborn Conference, não imagina a história que existe por trás desse grande evento. Você poderia dizer, primeiramente, como é que surgiu a ideia de investir em um evento dedicado exclusivamente a fotografia Newborn?

A ideia de criar um projeto que tivesse a fotografia newborn como protagonista foi uma consequência do engajamento do Instituto Internacional de Fotografia com a própria fotografia Newborn, que nasceu no Brasil conosco no ano de 2010. Neste ano nós hospedamos o primeiro curso de Recém-Nascido, ministrado pela fotógrafa brasileira (mas, que vivia e vive na Austrália) Danielle Hamilton

A Daniela havia nos procurado com o interesse de oferecer este curso no país e nós investimos na ideia, desta forma ela veio consecutivamente por três anos ao Brasil, por cerca de dois meses, com o intuito de oferecer este workshop. Os cursos sempre esgotavam e a partir disso criou-se uma comunidade muito grande de pessoas interessadas em obter mais informações, envolvendo desde alunos e ex-alunos do IIF até curiosos, então, pensando em organizar esse mercado e estabelecer uma maneira de servir a todos os fotógrafos, foi elaborado o conceito de um congresso que reunisse os melhores profissionais no mercado Newborn.

Eu já tinha um now-how de congressos em relação a segurança, estrutura e funcionamento que veio das parcerias com o Altair Hoppe, então coloquei em prática chamando alguns fotógrafos que acreditava no talento, como a Erika Muniz, Simone Silvério e outros parceiros que continuam até hoje conosco, além, é claro, de trazer novos fotógrafos.

Do primeiro ao sexto Newborn muita coisa mudou, em especial os palestrantes. Qual foram/são os critérios de escolha para selecionar os palestrantes? 

Eu devo dizer que elaborar a grade do Newborn Conference chega a ser uma arte, uma vez que nós temos perfis sócio-econômico-culturais de todos os tipos e precisamos respeitar isso no palco.

Existem ótimos fotógrafos hoje em dia, entretanto só isso não é o suficiente para participar do congresso, é preciso ser um bom comunicador e dominar completamente a técnica fotográfica. Neste processo de curadoria são avaliados os perfis dos palestrantes, a sua pluralidade, o tema que abordam (e aqui vai uma evolução nas diferentes edições do congresso, uma vez que o primeiro só estava focado na área técnica) e a credibilidade dele.

Por outro lado, depois de ter escolhido quem são os palestrantes é preciso pensar no horário em que vão palestrar, tendo em mente que há fotógrafos que são ótimos no conteúdo, entretanto mais tímidos e, portanto, devem ficar em um horário considerado “nobre”, enquanto há outros que sejam mais animados e que caberiam sem problemas logo depois do almoço.

Qual a importância de trazer nomes internacionais ao congresso? Qual tem sido a posição do Brasil em relação à fotografia Newborn no exterior?

A fotografia Newborn no Brasil existe há 6 anos, como dissemos lá atrás nas perguntas, mas nos Estados Unidos e na Austrália existe há pelo menos 15 anos. Dessa forma esses são alguns dos nossos irmãos mais velhos, que pode nos dar conselhos, nos ensinar, nos ouvir, serem parceiros.

Lá fora temos alguns dos fotógrafos de recém-nascidos que são referência para o mundo inteiro, inclusive para os brasileiros, pensando que o conhecimento que nós partilhamos no Brasil já é razoavelmente acessível a todos, pensamos em trazer os fotógrafos que dificilmente um fotógrafo conseguiria frequentar um curso lá fora (claro que tem gente que consegue, mas é um número muito pequeno, pois muitos podem não ter condições).

Neste mesmo sentido, estamos acompanhando alguns fotógrafos nacionais que estão indo palestrar lá fora e pensando justamente em levar um pouco do produto nacional para fora, estamos desenvolvendo o Newborn Conference Europe, com palestrantes brasileiros, italianos, americanos e ingleses. O nosso objetivo é justamente conseguir criar esse intercâmbio de informações entre aqui e lá fora.

Hoje o NPC é dividido em quatro grandes áreas: Newborn, Família, Negócios e Tratamento. Como foi pensada essa divisão e qual a sua importância para os fotógrafos que querem se especializar nessa área (ou que já fotografam)? 

Para quem está começando na área de Newborn é preciso ter em mente que, em um primeiro momento, o que mais importa é o conhecimento técnico. Deste conhecimento nunca se deve abrir mão, especialmente por ser uma fotografia que trata com um ser tão frágil. Entretanto, para quem quer se profissionalizar é preciso se aprofundar em outros temas, como por exemplo Negócios, Marketing, Fluxo de Trabalho e Financeiro, Pós-Produção Fotografia de Família etc.

Inclusive pensando em oferecer um serviço mais completo e preparado a quem vai contratar. Vale lembrar, também, que a opinião de quem participado congresso e dos fotógrafos que são nossos parceiros é bastante válida, pois é a partir deles que nós elaboramos melhor aquilo que as pessoas têm interesse em ver no palco do Newborn Conference.

Em relação aos bebês utilizados durante as sessões ao vivo, quais são os cuidados proporcionados a eles? Qual o acompanhamento que eles tem? 

O Newborn Photo Conference tem uma política de fazer bem feito, sempre. Em relação ao cuidado com o bebê pensamos da seguinte maneira: Não adianta falar “tenham cuidado” e nós mesmos não termos. Por isso, apoiados pelos próprios palestrantes e pela Associação Brasileira de Fotógrafos de Recém-Nascidos elaboramos o conceito arquitetônico do “Estúdio Estufa”, que é uma é uma construção projetada para manter as condições de temperatura indicadas aos bebês em cima do palco.

Há um processo termostático que utilizamos ao desligar o ar condicionado e aumentar a temperatura do teatro, mas em particular, no palco, temos uma estrutura de três paredes unidas por um teto, que é aquecida e na quarta-parede (parede invisível que dá para o palco) há uma série de aquecedores que criam uma espécie de cortina que impede que o ar quente, que está dentro, se dissipe.

Isso em relação ao palco, mas o IIF tem uma postura que vai além disso. Nas semanas anteriores ao evento temos uma equipe mobilizada para convidar as famílias para fazer as sessões no palco, além de uma equipe de fotógrafos que recebe e cuida dessas famílias que vai se preocupar com mamãe, com o bebê, vai disponibilizar trocador, álcool gel, termômetro, enfim, tudo aquilo que um fotógrafo de newborn precisaria disponibilizar em seu próprio estúdio para receber uma família, mas replicado em nossos backstages.

Em relação a dimensão do congresso. Qual o número de profissionais mobilizados para fazer o NPC acontecer?  

Nossa! Tem uma lista de pessoas que colaboram. Primeiro, obviamente, nós temos os palestrantes, que são cerca de 15, próximo a eles temos uma equipe de assistente que cuida desde os equipamentos do palco ao PowerPoint.

Falando ainda do trabalho no palco, nós temos os projetistas que montam a estrutura do Estúdio-Estufa e que desenvolvem a arquitetura dos cenários, de modo que eles se adequam a realidade dos fotógrafos que palestram, ou seja, mais família, gestante, newborn, pós-produção… tem toda a equipe de tradução simultânea, a equipe que cuida das projeções de vídeo no palco, que opera as câmeras, que cuida do som, do microfone, da transmissão online etc.

Fora do palco tem toda a equipe que cuida das famílias que chegam para serem fotografadas, tanto antes, quanto depois. Temos a equipe comercial, financeira, assessoria, marketing, os parceiros, produtora…enfim, uma série de pessoas comprometidas em fazer um dos maiores congressos do mundo especializado em recém-nascido.

O congresso também será transmitido online, quais são as vantagens e desvantagens para quem fizer esta opção? 

A vantagem é o fato de assistir da própria casa, por outro lado a desvantagem é porque não tem aquela magia de estar na plateia de ter contato com os outros fotógrafos, mas nós temos o entendimento de que cada fotógrafo está em um estágio diferente, por isso, nem todos tem uma possibilidade de tempo, nem de dinheiro para investir no congresso presencial e então usamos o modelo online para oferecer uma segunda opção. De qualquer forma, todos, tanto quem fez online ou presencial, terão a palestra por 60 dias disponível.

Criatividade tem limite e gosto é uma questão de opinião? O NPC tem a proposta de apresentar novas ideias aos congressistas, entretanto, existe algum risco de padronizar a imagem dos fotógrafos com o congresso e de dizer a eles o que é de bom gosto ou não? O que é realizado para que isso não aconteça? 

A primeira coisa que a gente faz é na curadoria do evento, quando eu falei que tínhamos perfis sócio-econômico-culturais diferentes, isso envolve tudo, temos diferentes estilos. Nós não padronizamos, nós mostramos as tendências por exemplo: Life Style, ou uma fotografia mais clean, mais colorida, temática, de props…o nosso esforço para não padronizar é trazer sempre palestrantes com estilos diferentes.

Com relação a técnica quero colocar uma coisa – eu não sou fotógrafo de newborn, sou de outra área, mas tenho noção de composições, iluminação – mas o newborn tem uma peculiaridade, bem como a de fotografia de moda e outras áreas, então eu tenho que agradecer um grupo de fotógrafas a ABFRN que me apoiam muito, que me indicam quem são os bons fotógrafos. Então acredito que realmente não padronizamos porque procuramos apresentar outros estilos.

Na sua opinião, como criador e fundador do NPC, porque alguém não pode perder o congresso? 

São dois, os maiores motivos. O primeiro é Networking: participar do projeto na versão presencial traz parcerias que começam no Newborn Conference e progridem para sociedades.  A segunda é o conhecimento adquirido.

Claro que em todo congresso que frequentamos tem áreas que temos mais afinidades e outras menos, entretanto, imersos em um congresso nós absorvemos todos os tipos de conhecimento e saímos com a cabeça fervilhando. O que acontece, muitas vezes, é que “sempre chega segunda”. Depois desse momento de grande criatividade, chega a rotina e os fotógrafos acabam se esquecendo daquilo que aprenderam.

Esse ano eu vou sugerir algumas dinâmicas, inclusive, pela primeira vez, eu vou fazer a abertura do congresso e vou sugerir algumas ferramentas, técnicas e dinâmicas para levar toda a energia acumulada no congresso para o dia a dia. Então o congresso é um investimento no próprio fotógrafo, na busca por melhorar o serviço oferecido e na sua habilidade.

Newborn Conference (1)

É isso, pessoal. Eu aposto que esse congresso será muito interessante e cheio de informações relevantes para que é do nicho e até para fotógrafos de outros segmentos, por isso a expectativa é grande. O Verena irá participar do Newborn Conference e faremos uma cobertura completa do evento assim como fizemos do Photo Image Brazil 2013 e 2015

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